quinta-feira, 14 de maio de 2020

Mario Machado o pesadelo dos Jornalistas terroristas


Jornal O Sol
...Ao ler e ouvir a deputada Constança lembrámo-nos do que seria Mário Machado como deputado…um verdadeiro pesadelo! Confirma-se que a esquerda do ódio –que é o BE – e a direita do ódio – que é Mário Machado – tocam-se. Confundem-se; não se distinguem na escuridão do ódio e do antissemitismo.
Cara deputada Constança Urbano de Sousa: cuidado com a sua excitação radical anti-Israel e de preconceito contra o povo judeu. Vai entrar, com toda a certeza, na lista das Sexy Platina do concurso “Miss Hitler” da próxima reunião do Mário Machado ; e, após ler as suas declarações (que parecem reproduções dos vídeos de Machado no “Youtube” – num desses vídeos,Machado disse praticamente o mesmo que Constança e até atacou Ventura por querer mudar Embaixada de Portugal em Israel para Jerusalém!) começamos a pensar que lutará arduamente pelo primeiro lugar…Veja lá se passa a não haver festa (neo-nazi) ou festança, em que não apareça a deputada Constança!
Oiça, em vez de Mário Machado, a Ministra do seu partido, Ana Mendes Godinho, que enalteceu a Lei que consagra o direito ao regresso como correção de uma injustiça histórica e de fraternidade entre os povos português e israelita, em 2019; ou o seu Primeiro-Ministro, António Costa, que apresentou ao Primeiro-Ministro Netanyahu a lei do direito ao regresso portuguesa como um orgulho nacional!
São figuras do Governo do seu partido, deputada Constança! Esqueça o BDS, esqueça o BE, esqueça o Mário Machado – olhe para o Primeiro-Ministro e para a Ministra do Governo que apoia, deputada Constança!

Ler artigo completo aqui:
https://sol.sapo.pt/artigo/696525

sábado, 9 de maio de 2020

Marcelo Rebelo de Sousa e o seu irmãozinho


As coincidências entre a política de Marcelo e os negócios de Pedro Rebelo de Sousa
O Presidente opina sobre o novo hospital da Madeira. O escritório do irmão é contratado para esse caso 13 dias depois. No Porto, houve outra tangente na contratação de Pedro Rebelo de Sousa. São coincidências e a nova lei permite-as. Mas parece bem?

A 2 de novembro de 2018, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se à Madeira. Durante a visita, num encontro com estudantes, disse que o novo hospital da Madeira devia ser "uma realidade rápida" e "uma prioridade". Assegurou acompanhar "atentamente" o que se passa na região e estar a par da "problemática" do hospital. No dia 15, ou seja, 13 dias depois, foi celebrado um contrato (por ajuste direto com consulta prévia, embora os outros consultados não sejam identificados no portal dos contratos públicos) com a Sociedade Rebelo de Sousa e Associados (SRS Legal), o escritório de advocacia liderado pelo irmão de Marcelo, Pedro Rebelo de Sousa. O contrato é para "consultoria jurídica no âmbito do procedimento de contratação pública para a construção do Hospital Central da Madeira (HCM)". E lê-se no mesmo que a decisão de adjudicação do secretário regional dos Equipamentos é de 2 de novembro – o dia da visita de Marcelo.

O Presidente vai ao Porto e elogia um projeto urbanístico da autarquia e deixa indiretas às reservas do Tribunal de Contas. Meses depois, o escritório do irmão é contratado pela câmara, pela primeira vez, e por ajuste direto, para tratar de questões que podem envolver o Tribunal de Contas.

O escritório do irmão do Presidente teve 14 contratos com entidades públicas numa altura em que a lei ainda limitava esse tipo de situação. O caso tem contornos idênticos aos polémicos contratos públicos de empresas de familiares de membros do anterior governo. E isso permite também as coincidências, como estas, com a extensa intervenção pública do Presidente. Marcelo enviou respostas detalhadas à SÁBADO, que publicamos na íntegra na edição impressa.

https://www.sabado.pt/portugal/amp/as-coincidencias-entre-a-politica-de-marcelo-e-os-negocios-de-pedro-rebelo-de-sousa

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Como os Príncipes devem honrar a sua palavra

 Convém saber que existem duas maneiras de combater: pelas leis e pela força. A primeira é própria dos homens; a segunda é própria dos animais. Mas como, muitas vezes, aquela não chega, há que recorrer a esta, e, por isso, o príncipe precisa de saber ser animal e homem. Esta regra foi ensinada aos príncipes, em palavras veladas, pelos antigos autores que escreveram como Aquiles, e vários outros grandes senhores do tempo passado foram confiados ao centauro Quíran, para os educar sob a sua disciplina. Ter, assim, por preceptor um ser meio animal, meio homem, só significa que um príncipe precisa de saber utilizar uma e outra natureza e que uma sem a outra não é durável. Já que um príncipe deve saber utilizar bem a natureza animal, convém que escolha a raposa e o leão: como a leoa não se sabe defender das armadilhas e a raposa não se sabe defender dos lobos, é necessário ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para meter medo aos lobos. Os que querem fazer apenas de leão não percebem nada do assunto. Por conseguinte, o senhor sensato não pode respeitar a fé dada se essa observância o prejudicar e se as causas que o levaram a fazer promessas deixaram de existir.


   Se os homens fossem todos gente de bem, o meu preceito seria nulo, mas, como são maus e não respeitariam a palavra que te dessem, se não lhes conviesse, também não és obrigado a respeitar a que lhes deres. Nunca faltaram a um príncipe pretexto legítimos para justificar a sua falta de palavra, e seriam infinitos os exemplos, do tempo presente, demonstrativos de quantas pazes, quantas promessas, foram feitas em vão e reduzidas a nada pela infidelidade dos príncipes, e demonstrativas também de que as coisas correram melhor aos que souberam representar o papel de raposa. Mas é indispensável saber ocultar este pendor, disfarça-lo bem. Os homens são tão simples e tão obedientes às necessidades do momento, que quem engana encontra sempre quem se deixe enganar. (…)

   Um príncipe não precisa, consequentemente, de ter todas as qualidades enumeradas, mas convém que pareça que as tem. Atrever-me-ei, até a dizer que, se as tem e as respeita sempre, o prejudicam. Mas, se fingir bem que as tem, ser-lhe-ão proveitosas, assim como lhe será proveitoso fingir-se compassivo, fiel, humano, íntegro e religioso e sê-lo, mas na condição de, se convier não o ser, saber e poder agir ao contrário. Convém também notar que um príncipe, sobretudo quando é novo, não pode respeitar singelamente todas as condições segundo as quais se é considerado homem de bem, pois, não raro, para conservar os seus estados, se vê constrangido a agir contra a sua palavra, contra a caridade, a humanidade e a religião. É por isso que deve ter o entendimento treinado para virar conforme os ventos da fortuna e a mutualidade das coisas lhe ordenem, e como já disse, não se afastar do bem, e se poder, mas enveredar pelo mal, se for necessário.

   O príncipe deve ter o cuidado de evitar que lhe saiam da boca palavras que não possuam as cinco qualidades que mencionei atrás e de parecer, a quem o veja e ouça, todo misericórdia, todo fidelidade, todo integridade, todo religião. Não há, alias, nada tão necessário como parecer possuir a ultima virtude. Os homens, em geral, julgam mais com os olhos do que com as mãos, porque todos podem ver facilmente, mas poucos podem sentir. Todos vêm bem o que pareces, mas poucos têm o sentimento do que és – e estes poucos não ousam contradizer a opinião da maioria, que tem do seu lado a majestade do estado que os sustenta. Para avaliar as acções de todos os homens, e sobretudo as dos príncipes (pois neste caso não se pode apelar para outro juiz), mede – se o êxito. Se um príncipe tiver o propósito de vencer e de manter o estado, os meios empregados serão sempre tidos por honrosos e louvados por todos, pois o vulgo só julga pelo que vê e pelos resultados. Ora, neste mundo só existe o vulgo, e a minoria não conta quando a maioria tem em que se apoiar. Um príncipe do nosso tempo, que não convém nomear, não fala doutra coisa senão de paz e de fé e de uma e de outra é mui grande inimigo – e uma e outra, se as tivesse observado, lhe teriam diminuído, não raro, o seu prestígio ou os seus estados.
  

                                                                      Por: Nicolau Maquiavel – O Príncipe 

sábado, 2 de maio de 2020

Poema dedicado à mãe "Pense nisso"



Quando sua mãe envelhecer,

quando seus olhos queridos, fiéis,

não mais verem a vida como um dia já viram,

quando seus pés, cansados,

não mais a quiserem carregar no seu andar –



Então dê-lhe o seu braço em apoio,

acompanhe-a com alegria.

Chegará o momento onde, em prantos, você

deverá acompanhá-la na sua hora final.



E se ela perguntar algo,

então dê-lhe uma resposta.

E se ela perguntar novamente, então converse!

E se ela perguntar outra vez, responda-lhe,

não impacientemente, mas com gentileza.



E se ela não puder entender-te corretamente,

explique-lhe tudo com felicidade;

pois chegará o momento, a hora amarga,

quando sua boca não mais perguntará por nada.

-Autor "O último avatar" em 1923
-Poema "Pense nisso!"